Esta lúgubre manía de vivir, esta recóndita humorada de vivir te arrastra Alejandra no lo niegues.
Hoy te miraste en el espejo y te fue triste estabas sola la luz rugía el aire cantaba pero tu amado no volvió.
Enviarás mensajes, sonreirás, tremolarás tus manos así volverá tu amado tan amado.
Oyes la demente sirena que lo robó el barco con barbas de espuma donde murieron las risas recuerdas el último abrazo oh nada de angustias ríe en el pañuelo llora a carcajadas pero cierra las puertas de tu rostro para que no digan luego que aquella mujer enamorada fuiste tú te remuerden los días te culpan las noches te duele la vida tanto tanto desesperada ¿adónde vas? desesperada ¡nada más!
Tal vez esté enloqueciendo. Pero tal vez no. Porque lo deseo, lo deseo tanto como la muerte. Cierro los ojos y sueño la locura. Un estar para siempre con los fantasmas amados, llámense paraíso, vientre materno, o lo que el demonio quiera (...)
Será que alguma dia vais voltar? Se disseres que sim... eu espero. Se disseres que vens... eu fico. Se disseres que queres, eu quero.
Deixo a porta aberta para ti. Deixo a porta escancarada para que possas vir, sem barreiras, para que possas vir, sem desculpas, sem perguntas.
Estendo-te o tapete vermelho para que saibas o caminho, para que tenhas a certeza de que te quero aqui. Para que venhas sem hesitações, sem dúvidas sobre a minha vontade, sempre te irei dizer que sim.
Apenas não me peças para ser eu, não me peças para ir embora, não quero esse peso. Não fui eu que deixei ir, não fui eu que virei as costas e fui embora, não fui eu que disse não.
Se fosse por mim, teríamos ficado, teríamos sido; mas tu partiste, mesmo assim.
Ainda acredito, sabes?
Com todo o meu coração e com toda a minha alma, de braços abertos, à espera de um abraço, com tudo o que sou.
E irei contigo. Como sempre. Mas apenas depois de vires.
Vivo assim... Contigo dentro de mim. Com a mesma vontade de te fazer feliz como no primeiro dia. És feliz?
Dou-me a ti em palavras, porque é a única forma que posso, porque quero que saibas que te quero e que te amo, desta maneira que tu sabes, que não sei se sentes, que não vês.
Nunca te disse adeus. O adeus mata quem parte e afoga no vazio quem fica. E eu fiquei. Sem chão. Com um corpo oco e um coração desfeito. Fiquei. Há dias em que acho que ainda estou no mesmo lugar.
Continuas a ser meu, à minha maneira, dentro de mim. Continuas vivo dentro de mim.
Achas isto normal? Achas que mereço este castigo de te trazer na alma todos os dias da minha vida? Achas normal isto que sinto por ti não morrer?
Sei o que é o amor porque te conheci, porque te carrego comigo, porque és o meu primeiro pensamento, porque depois de tantos anos continuo a acreditar que só tu me poderias fazer feliz.
Se isto não é amor, não sei então o que lhe chamar. Chamemos-lhe uma cruz, que carrego até ao fim dos meus dias.
E vivo assim. Contigo. Contigo dentro de mim. A amar-te da única forma que sei. Ao único amor da minha vida.
Tenho ciúmes de quem te toca, de quem amas agora, ou de quem sempre amaste. Ciúme de todos quantos te partilham, dos muitos que te ouvem e conseguem ver.
Que vontade de deixar de me sentir enlouquecer com a tua falta. Que vontade de dormir sabendo que acordaria em ti.
Que vontade de ser e de me manter no teu corpo, pelo mais mais um dia.
Matava por pedaços de um tempo que viesse contigo dentro.
Queria não ter de fechar os olhos, imaginando-te com outra nos braços e tendo o que não me permitiste que te desse.
Tenho ciúmes do homem que consegues ser, mesmo sem me teres.
Tenho ciúme de cada contorno dos teus lábios, porque os meus já não os tocas.
Tenho ciúmes de todos os ciúmes que já me provocaste, porque equanto os sentia, estavas aqui.
Tenho ciúmes do que ainda virás a ser e a ter, mesmo que talvez o tenha também um dia.
Tenho ciúmes de ti agora e terei quando estiveres nos braços de alguém.
Saberei e sentirei, porque cada pedaço de mim morrerá, devagar, e até que não sobre mais nada.
Quando o nosso presente passa em repeat o nosso passado.... A questão é ... Qual será o nosso futuro? Como vivemos dia após dia com os fantasmas reais da nossa vida?
Gostava de poder imaginar uma vida contigo. Um dia de sol como o de hoje a passear de mão dada na praia, a pararmos, eventualmente, onde só avistamos gaivotas, num areal extenso, para... Matar o desejo,... Para sentir o teu corpo no meu... :) Lembras-te de dias como este? Provavelmente não. Mas estes são os meus fantasmas, não os teus. Talvez eu seja só um esqueleto no teu armário.
Gostava de poder sentir-te todos os dias perto de mim. Sentir o teu cheiro. Sentir o teu calor. Sentir os teus lábios. Sentir a tua voz.
Gostava de poder encostar a minha cabeça no teu colo. Gostava de ser o teu colo, a tua casa, o teu amor.
Se um dia pudéssemos ser isto tudo, serias comigo T.?
Hoje apetecias-me. Hoje só me apetecias. Arrancar de mim isto que guardo dentro da pele. Não sei nem para quem. Mas guardo.
Hoje apetecias-me. Rasgar do peito esta ansiedade que não sai e que me consome e que, sem eu dar por isso, se transforma em saudade. Arrancar este desejo impregnado em cada poro da minha pele, que me faz suar de tanto querer.
Hoje... tanto quanto como noutro dia qualquer... apetecias-me. Sem nomes, sem rostos, sem nexo. Hoje apetecia-me ser louca num corpo sem razão, sem roupa, que me fizesse gritar o teu nome. Hoje queria ser consumida pelo desejo. Desejo louco, profundo, idiota. Queria marcar-te a pele. Possuir-te a alma. Hoje apetecias-me.
Queria soltar estas amarras que me prendem e ser tua. Não quero o que é certo ou errado. Quero mais que um beijo, quero a tua pele, quero entrar em ti, quero que me sufoques. O que é certo não me faz feliz, e ser feliz ficou no passado. Contigo.
Escondo a minha alma e finjo que não me sinto. Hoje apetecias-me. Que me tirasses o chão, que me fodesses com força, com tesão. Que me apagasses esta saudade que carrego comigo.
Porque se eu não puder matar esta ansiedade, se eu não for feita do que tu és feito, se o meu beijo não tiver a medida da tua vontade, se esta minha saudade não for para acalmar o teu desejo, se não te puder ver, tocar, sentir; se não puder despir as roupas, a alma, esta vontade que sinto, o beijo, a saudade... se não puder encontrar-me na tua pele e por lá ficar... chama-me louca, deixa-me cair.... Devolve-me a roupa que hoje apetecias-me.